Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Tudo novo, novamente...

O tempo é curto, sei. Mas a vontade de escrever é muito maior. Em crônicas, as palavras nos tomam de sobressalto. Basta evocá-las! Envocá-las-ei eternamente! Viva a crônica vontade de escrever! Em breve, textos técnicos sobre fatos da língua. Eu disse: EM BREVE! Para um bom entendedor, meia Juliana Paes basta! Bração pr'ocês!

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Bem que poderia ser melhor...

O ano já está a findar-se (Credo! Que construção mais lusitana, porra!). Um dos melhores que já vivi. Em todos os aspectos! Claro que sempre queremos mais: uma viagem a Caldas Novas, um fim de semana em Pirenópolis. Enfim, são bem-vindas todas as atividades ligadas ao prazer.


PS.: Deixo vocês com água na boca... A crônica só será terminada depois...

Terça-feira, Abril 14, 2009

Dicas sobre o uso de siglas

É comum a falta de uniformização na escrita de siglas. Eis algumas dicas:

1 - Se a sigla for pronunciada como palavra (ou não), e tiver até três letras, a escrita fica toda em caixa alta:

- A escrita da sigla NGB não leva "ponto" entre as letras.
- O PAC é um fracasso.
- A USP está sucumbindo.
- etc.

2 - Se a sigla for pronunciada como palavra e tiver mais de três letras, somente a inicial é maiúscula:

- A Unicamp está meio defasada.
- O Detran de Goiás é muito corrupto.
- Compraram a Petrobrás a preço de banana.
- etc.

3 - Se a sigla tiver mais de três letras, e não for pronunciada como palavra, a escrita permanece em caixa alta:

- Que rumo tomará o PSDB nas eleições de 2010?
- Alguém acredita no INSS?!
- A UFMG já desbancou USP, UFRJ, Unicamp, UnB (nesse caso, a instituição adotou o “n” minúsculo como logotipo; portanto, não fugiu à regra), UFG e todas as outras universidades federais brasileiras.
- etc.

Em tese, essa é a regra adotada pelos principais jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Fui.

Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

Aguardem-me

Estarei de volta, com textos novos, todos de acordo com as novas regras ortográficas. Aguardem só mais um pouquinho. Beijo no coração de todos!

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Até que enfim...

Voltarei à ativa a partir da segunda quinzena de março. Estive ausente por questões profissionais. Voltarei, além de cronista, professor de Português. Aguardem.

Um beijo no coração de todos.

professorcleiton@yahoo.com.br

Terça-feira, Novembro 27, 2007

Eu e Ela (novamente)

A gente quase não se olha. Medo da paixão (acho que d'Ela). Os olhinhos pretinhos, serenos, provocadores, desconfiados. Ela me deixa na dúvida: será que se faz de boba, ou, de fato, sabe que a desejo, que a quero, que a busco?!
Gente, Ela tem tudo que busco numa mulher: humor, sorriso lindo, olhos pretinhos, esbugalhados, sensualidade. Ela é muito sensual. Precisa de uma academia, só um pouquinho. Por descuido, deixou a barriguinha um pouco fora de forma.
Eu paguei, faz uns dias, uma tatuagem para Ela. O problema é que não tenho liberdade para dizer isso a Ela. Escolhi o lugar (n'Ela, é claro), a tatuagem. Depois de feita, queria vê-la à mostra, a sós, nós dois, num quarto reservado. Ô, Meu Deus, ajude-me!
Quando chegar a Goiânia (estou em Aquidauana, MS), vou procurá-la pelo olhar. De novo. Sempre pelo olhar. Desconfio de que Ela tem algum caso com alguém. É extraconjugal. Se eu descobrir, vou chorar o resto da vida. Mas são, apenas, suposições. Tenho certeza, não! Mas Ela me deixa com pulgas atrás da orelha.
Bem, vou deixá-la em paz hoje. Preciso vê-la todos os dias. O dia todo, é bom que se diga. As fotos dela já me servem. Pelo menos por enquanto. Ela é tudo que almejo em vida. Se existir possibilidade de vida depois da morte, buscá-la-ei até onde eu puder. Ela será minha. Um dia.
Aquidauana, MS, 27 de novembro de 2007!
Terça-feira!
10h47!
Sem horário de verão por aqui.

Terça-feira, Agosto 28, 2007

Cansaço

Sinto muito cansaço neste mês. Correria para vender livros (o pessoal numa pendenga desgraçada!). Cheque para cobrir. Gráfica para receber. Bem: estou muito cansado. O motivo da minha ausência. É penoso, mas tem de durar mais um pouco.
Por enquanto, aproveitem para reler alguns textos de que ainda dispõe este blog. Logo, logo, retirá-los-ei. Vou substituí-los por novos. Aí, sim, o bicho vai pegar novamente. É o que tenho a dizer. Obrigado pela compreensão. Ver-nos-emos.

Terça-feira, Agosto 07, 2007

De volta...

Faz dias que não passo por aqui. O espaço foi abandonado, não! É que estou em meio a lançamentos de meu primeiro livro de crônicas ("Uma gota de sangue em cada palavra"). Estou quase terminando o segundo livro. Agora, técnico: 1000 dicas de redação para concursos públicos e vestibulares. Assim que me desafogar dessas correrias, volto a escrever neste espaço. Talvez, não somente crônicas. Acredito em que publicarei textos teóricos sobre fatos da língua também. Há braços ansiosos.

Terça-feira, Junho 26, 2007

NOTA EXPLICATIVA

Bem, meus amados leitores, vocês terão alguma surpresa, quando acessarem este blog: deletei as crônicas que farão parte do meu livro "Uma gota de sangue em cada palavra". Conto com a compreensão de todos. Um forte abraço.
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Goiânia, 26 de junho de 2007.
Terça-feira!
15h24!

Infelizmente, cheguei tarde...

Especialmente para a Lolita
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Se eu tivesse chegado cedo, diria que Ela tem um sei-que-lá de Lolita: é linda, atraente, hálito gostoso, parece que saiu de contos de fadas. Daqueles mais picantes, em que a protagonista deixa a gente doido que só!
Se eu tivesse chegado cedo, diria a Ela sobre a minha paixão: que a vejo em todos os lugares por que passo. Que Ela faz parte dos meus sonhos. Ultimamente, tenho sonhado muito com Ela. A noite toda. Suo frio. Acordo atordoado.
Se eu tivesse chegado cedo, diria que gosto do busto d’Ela à mostra. Do charme que só Ela possui, quando cruza as pernas e coloca a mãozinha à frente da saia, para evitar qualquer olhar atrevido, de um bobo qualquer, como eu.
Se eu tivesse chegado cedo, diria sobre a vontade que todas as mulheres têm de ser iguais a Ela. Não duvido de que até mulher se sente atraída, sexualmente falando, por Ela. É muita sensualidade numa pessoa só. Dos dedos às sobrancelhas: tudo é desejo, tudo é carícia.
Se eu tivesse chegado cedo, marcaria um jantar à luz de velas, ao som de Chico Buarque e Tom Jobim, no Cave. Pediria um bom vinho francês e levaria um buquê de rosas para Ela. Ficaria ao lado d´Ela só para ouvi-la, senti-la, absorvê-la.
Se eu tivesse chegado cedo, diria que gosto quando Ela passa batom vermelho, pisca os olhos e pega nas pontas dos cabelos. Fico olhando aquilo sem me dar conta de que o resto do mundo existe. Aliás: o mundo deixa de existir, quando olho nos olhos d´Ela. São, por demais, pecadores!
Se eu tivesse chegado cedo, pediria que Ela tingisse os cabelos de vermelho, usasse roupa preta, colocasse salto alto e sorrisse ao me encontrar embasbacado com a beleza goianíssima d´Ela. Sem dúvida: Ela é a Lolita. Mais ainda: a Lolita que só é minha, porque só eu a tenho assim. Ninguém mais...
Se eu tivesse chegado cedo, diria que Ela, somente Ela, faz-me muitíssimo feliz. Isso, seu eu tivesse chegado cedo... Infelizmente, cheguei tarde.



Goiânia, 26 de junho de 2007.
Terça-feira!
11h42!

Sexta-feira, Junho 15, 2007

REDEFINI OS ADJUNTOS ADVERBIAIS EM ROCHA LIMA

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1 - Falar da vida alheia: adjunto adverbial de fofoca.
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2 - Morreu de fome: adjunto adverbial de desnutrição.
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3 - Olhou-me de esguelha: adjunto adverbial de bisbilhoteiro.
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4 - O conferencista dissertou sobre febre amarela: adjunto adverbial de doença.
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5 - O sertanejo ficara arruinado com a seca: adjunto adverbial de estiagem.
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6 - Saiu com os amigos: adjunto adverbial de vela.
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7 - Apesar do mau tempo, o avião levantou vôo: adjunto adverbial de irresponsabilidade.
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8 - Acordei ao estampido da explosão: adjunto adverbial de terrorista.
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9 - Ninguém cruzará a fronteira, sem passaporte: adjunto adverbial de legalidade.
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10 - Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: adjunto adverbial de arrependimento.
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11 - Morrer pela pátria: adjunto adverbial de kamikaze.
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12 - Pararam todos à escuta: adjunto adverbial de curioso.
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13 - Quebravam a pedreira com picareta: adjunto adverbial de burrice.
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14 - Sempre fora amigo de viajar a cavalo: adjunto adverbial de pão-duro.
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15 - Costuma falar a altas vozes: adjunto adverbial de professor público.
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16 - Bater-se com o adversário: adjunto adverbial de falta do que fazer.
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17 - Passava dias vendendo jornais velhos, a vintém: adjunto adverbial de pindaíba.
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18 - Escreveu versos aos milhares: adjunto adverbial de preguiçoso.
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19 - O frade jejuava às segundas e quintas-feiras: adjunto adverbial de otário.
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20 - Pisou na grama: adjunto adverbial de mal-educado.

Quinta-feira, Abril 26, 2007

Alossemia (publicação original na comunidade "Revisores")

Em Fonética, a variação de um mesmo fonema chama-se "alofone". Em Morfologia, a variação de um mesmo morfema chama-se "alomorfe". Em Semântica, eu digo isso na minha tese de doutorado, a variação de um mesmo sema chama-se "alossema".
No caso das preposições, aí é que tudo varia mesmo. Vejam estes exemplos:
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a) Estou à margem do rio.
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b) Estamos na margem do rio.
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c) Vou à busca de investimentos.
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d) Vou em busca de investimentos.
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As preposições "a" e "em" são as que mais variam na Língua Portuguesa (vide Rocha Lima, Gramática Normativa). Por isso, nada mais natural do que "a domicílio" e "em domicílio". Essas duas preposições são irmãs siamesas. Não se espantem com "a cores" e "em cores". O significado é o mesmo.
Claro que muita gente diz que o verbo "entregar" rege a preposição "em". Quem entrega, entrega "em algum lugar" (viram a vírgula entre "entrega/entrega"? Há abonos para ela; não fiquem zangados comigo!). Uma coisa que defendo na minha tese: não existe EXCLUSIVIDADE de regência. O verbo "entregar" rege qualquer TERMO que, com ele, contraia função. Se não (separado mesmo!), vejamos:
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a) Entreguei os pontos.
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b) Entreguei-me de corpo e alma a este amor.
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c) Entregar na porta.
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d) Entregaram-se com voracidade. Fizeram sexo a noite inteira.
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Então, meus caros: a "variação de um mesmo sema" não altera o produto final. Ou seja: o sentido. Bem-vinda a alossemia.
Bem: dito isso, "Composto de" e "Composto por" seguem o mesmo caminho: variação de um mesmo sema.
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Usem e abusem dos dois, sem parcimônia...
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Obs.: Se houver necessidade de discussão, considerem-me disposto a ela. Valeu! Há braços.
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professorcleiton@yahoo.com.br

Segunda-feira, Abril 09, 2007

10 sugestões de pauta à Revista Piauí para a seção Diário

Ilustríssimo editor da Revista Piauí:
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1 - Convoque o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar para que ele indique quais os pontos mais viáveis de tráfico no Rio de Janeiro, explique como montar pontos estratégicos e, a depender da procura, como montar uma franquia de fast-food (maconha, cocaína, crack, merla etc.) em outros Estados.
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2 - Peça ao presidente Lula que relate, aos seus milhões de eleitores, como ganhar uma reeleição, dizimar os opositores e aparelhar o Estado com militantes de esquerda (amiguinhos de Beira-Mar, do MIR-Chileno, das Farc).
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3 - Convide o presidente da empresa de transporte rodoviário Itapemirim a descrever as razões funestas de não oferecer ajuda financeira às vítimas do ônibus incendiado, em 28 de dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro, em cuja circunstância se encontrava a modelo Bia Furtado, que mendiga, ao lado do noivo, ajuda para tratamento de queimadura.
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4 - Peça, encarecidamente, ao PCC (Primeiro Comando da Capital) que ensine, aos não-escolados, como se transformar em criminoso do dia para a noite, incendiar ônibus, atacar policiais e amedrontar a população com ameaças iminentes de ataques terroristas.
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5 - Aceite, também com igual valor, o depoimento de chefes do tráfico carioca, de "líderes comunitários", donos de ONGs de direitos humanos de criminosos, que eles deixem, às claras, que o Comando Vermelho é o melhor caminho para a paz entre as pessoas.
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6 - Registre, com orgulho, os momentos felizes do PT paulista, quando da feitura do dossiê fajuto contra os não menos fajutos políticos do PSDB na última eleição presidencial. Deve render uma história e tanto!
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7 - Mostre ao Brasil, como fez Glória Perez na minissérie (?) Amazônia, que os esquerdistas são bonzinhos e o mal está nos não-esquerdistas. Que Chico Mendes é o Cristo Redentor da Amazônia. Que ele virá, algum dia, sobre nuvens, em busca das almas puras e castas. Sugestão para o relato: José Dirceu.
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8 - Exija, do presidente Evo Morales, um diário completo sobre o golpe que aplicou ao Brasil, com afagos do presidente Lula, confiscando bens da Petrobras, em nome da "causa socialista". Esse depoimento vai ser aguardado por milhões de brasileiros. A revista vai vender extraordinariamente demais.
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9 - Aproveite o ensejo e publique o diário de Hugo Chavéz, o maior blefador das Américas, o maior estelionatário da atualidade e o mais picareta dos esquerdistas no poder. Se bem que esquerdista picareta configura algo redundante.
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10 - Por último, faça um diário coletivo da Piauí, no qual os jornalistas responsáveis pela seção que publicou o texto da, como diria o Pablo na comunidade Revisores, devassa, estelionatária, puta, vadia chamada Maria Lopes possam opinar sobre a irresponsabilidade que lhes é peculiar. Peça aos jornalistas que justifiquem tamanho desserviço à população.
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Atenciosamente,
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Prof. Cleiton dos Santos Pereira
Goiânia, 9 de abril de 2007.

Domingo, Abril 08, 2007

Sobre o código de ética da Gramática e da Lingüística

Devemos encarar a gramática como um código de ética. Se violado, haverá punições. Por isso, ao lado das Ciências Sociais (descritivas), há o Direito (prescritivo). Ambos se complementam. Na língua, não é diferente. Observem:
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a) Gramática (prescritiva)
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b) Lingüística (descritiva)
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O princípio é o mesmo: o código de ética. Por favor, não confundam alhos com bugalhos. Quando digo ética, refiro-me ao princípio legal de convivência. É bom lembrar que nem tudo que é legal é legítimo.
A gramática normativa estipula valores que, nem sempre, vão ao encontro da realidade da língua. Nem por isso, devemos extingui-la, tampouco ignorá-la. Basta que se observe como nos expressamos aqui na comunidade. Qualquer vacilo gramatical transforma-se em xingatórios, discussões, apedrejamentos.
A Lingüística cumpre o papel de monitora; a gramática, de executora. Como isso funciona:
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a) A par de dados lingüísticos, a Lingüística descreve os usos e evidencia por que motivo determinadas expressões tomam rumos diferentes dos rumos canônicos. Por isso, monitora o uso mediante análise científica.
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b) A gramática executa, a seu modo (ainda que lentamente),as descobertas da Lingüística. O maior exemplo é a gramática do Bechara, de orientação mais descritiva do que prescritiva.
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Claro que não sou louco para dizer que essa harmonia seja evidente. Há muita controvérsia. Muita briga. Mas o que permite haver incoerência na descrição da língua é o embate entre Gramática e Lingüística (do ponto de vista da observação). Embate, diga-se, a propósito, sempre bem-vindo. É por aí. Bração pr´ocês.
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professorcleiton@yahoo.com.br

Sexta-feira, Março 16, 2007

Carta à diretora da escola em que minha afilhada estuda

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À ILMA. DIRETORA DA ESCOLA EVANGÉLICA GÊNESIS

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Goiânia, 16 de março de 2007.

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Ilustríssima Diretora:

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É com muito pesar que eu, Cleiton dos Santos Pereira, tio da aluna Brenda Mariana, venho expor-lhe o que se segue:

1 – Desde quando criança com 8 anos (é o caso da Brenda) estuda ditongo, tritongo, hiato, substantivos coletivos, sem antes dominar, o mínimo possível, de escrita e de leitura?! Hoje, infelizmente, tive o desprazer de auxiliá-la nessa tarefa tediosa, massacrante e covarde (o caderno de exercícios dela é prova cabal do digo).
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2 – A minha sobrinha apresentou-me um livro, cujo título é Português – Linguagens, da 2ª série, 3º ano, dos autores William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, que, segundo ela e a minha mãe, a escola adota para o ano letivo. Veja que absurdo: o exercício “para casa” aborda temas que não constam do referido livro. Espere aí: o aluno é obrigado a comprar o livro no início do ano para não o usar?! Ou a Escola Evangélica Gênesis trabalha com o sobrenatural: o aluno adota um livro; o professor, outro?!
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3 – Qual a formação do professor de Português de sua escola?! Tem graduação?! Não tem?! Se não tem, como acreditar na qualidade das aulas?! Para chegar a esse descalabro didático, não acredito em que o professor da Brenda tenha noções de concepção de língua, de linguagem e de ensino de Português.
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4 – A Brenda não apresenta, em nenhum momento, sinais de aprendizagem. Não quero ser leviano, pois muitos alunos sentem mais dificuldades do que outros. Mas, no caso dela, é a maneira como estão sendo conduzidas as aulas. A Escola Evangélica Gênesis precisa, urgentemente, rever o seu projeto pedagógico. Senão, vocês vão matar muitas mentes brilhantes, de crianças que se tornam vítimas de um ensino pernicioso, equivocado e, principalmente, surrealista de Português.
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5 – Sugiro que a Ilustríssima Diretora chame, ao particular, os pais da Brenda, a própria Brenda e o professor/a de Português. A minha ignorância não me permite opinar sobre as outras matérias. Mas, se seguirem a trilha de Língua Portuguesa, está decretado o fim da minha querida afilhada.
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Atenciosamente:


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Cleiton dos Santos Pereira
Mestre em Letras pela UFG
Professor do programa de pós-graduação da Universidade Salgado de Oliveira.

Quarta-feira, Março 07, 2007

Aos meus pares

De Augusto dos Anjos para todos os amantes dos momentos etílicos. Brindemos a nós próprios.

O Ébrio
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Bebi! Mas sei por que bebi!... Buscava
Em verdes nuanças de miragens, ver
Se nesta ânsia suprema de beber,
Achava a Glória que ninguém achava!
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E todo o dia então eu me embriagava
- Novo Sileno, - em busca de ascender
A essa Babel fictícia do Prazer
Que procuravam e que eu procurava.
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Trás de mim, na atra estrada que trilhei,
Quantos também, quantos também deixei,
Mas eu não contarei nunca a ninguém.
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A ninguém nunca eu contarei a história
Dos que, como eu, foram buscar a Glória
E que, como eu, irão morrer também.

Um pitadinha de alossemia (da comunidade Revisores)

Em Fonética, a variação de um mesmo fonema chama-se "alofone". Em Morfologia, a variação de um mesmo morfema chama-se "alomorfe". Em Semântica, eu digo isso na minha tese de doutorado, a variação de um mesmo sema chama-se alossema.
No caso das preposições, aí é que tudo varia mesmo. Vejam estes exemplos:
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a) Estou à margem do rio.
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b) Estamos na margem do rio.
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c) Vou à busca de investimentos.
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d) Vou em busca de investimentos.
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As preposições "a" e "em" são as que mais variam na Língua Portuguesa. Por isso, nada mais natural do que "a domicílio" e "em domicílio". Essas duas preposições são irmãs siamesas. Não se espantem com "a cores" e "em cores". O significado é o mesmo. Claro que muita gente diz que o verbo "entregar" rege a preposição "em". Quem entrega, entrega "em algum lugar" (viram a vírgula entre "entrega/entrega"? Há abonos para ela; não fiquem zangados comigo).
Uma coisa que defendo na minha tese: não existe exclusividade de regência. O verbo "entregar" rege qualquer preposição que, com ele, contraia função. Se não (separado mesmo!), vejamos:
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a) Entreguei os pontos.
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b) Entreguei-me de corpo e alma neste amor
.
c) Entregar na porta.
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d) Entregaram-se com voracidade. Fizeram sexo a noite inteira.
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Então, meus caros: a variação de um mesmo sema não altera o produto final. Ou seja: o sentido. Bem-vinda a alossemia. Bem: dito isso, "Composto de" e "Composto por" seguem o mesmo caminho: variação de um mesmo sema.
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Obs.: Se houver necessidade de discussão, considerem-me disposto a ela. Valeu! Há braços.
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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

OUTRA VERDADE SOBRE O CRIME

No ano passado, em um de seus programas, a humorista Cláudia Rodrigues, em situação de assalto, perguntou ao criminoso, em tom jocoso, mas, no fundo, bem irônico:
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- Você rouba, porque nunca teve chance ou, quando teve chance, estava roubando?
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Há muito, cientistas norte-americanos (li, no ano passado, na Veja, uma matéria genial) discordam da tese da "exclusão social". Para eles, muitos criminosos trazem o gene do crime como fator preponderante na prática de delitos.
Em pesquisas de campo, os cientistas descobriram que pais criminosos repassavam aos filhos esses genes. Dou um exemplo próprio: cresci em bairro de periferia, convivi com pessoas da mesma classe social a que eu pertencia. No entanto, uns escolheram o caminho do Bem; outros, o do Mal. Por quê? Porque, desde crianças, queriam passar a perna nos colegas, batiam em crianças menores, impunham as leis por meio da intimidação violenta. Enfim, traziam a maldade no sangue.
Temos de nos unir e impor a vontade da maioria esmagadora da população brasileira. Afinal, democracia é pré-requisito para a civilidade. Nós, que somos conscientes e honestos, não podemos ficar à merce de igrejas, promotores, defensores de direitos humanos de bandidos, esquerdistas, quadrilhas organizadas sob o nome pomposo de ONG, que restringem a nossa liberdade em nome da liberdade perversa da cabeça deles.
Por isso, mais do que justo, é chegada a hora da Justiça! A mesma que tirou Nova Iorque do caos urbano, punindo e mandando para o espaço bandidos cruéis. Viva a democracia! Vivamos nós!

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Desmentindo absurdos gramaticais sobre pleonasmo vicioso

1 - "Ganhar grátis. (Alguém ganha pagando?)"
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Análise: fato corriqueiro na língua, a polissemia perpassa todas as classes de palavra. Não fosse assim, o verbo "dar" não teria aquela infinidade de significados registrados em dicionários, como o velho e indivisível Aurelião. "Ganhar grátis", além do valor pragmático, constitui, sintaticamente, o que se entende por lexia. Consultem o livro Morfossintaxe, de Flávia de Barros Carone, Ática, 1989.
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2 - "Se suicidou (Alguém já suicidou outra pessoa?)"
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Análise: já mencionaram aqui na página sobre o abono que o verbo ganhou não só em gramáticas como em dicionários... Além disso, é extremamente audível a pronúncia...
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3 - "Habitat natural. (Todo habitat é natural; consulte um dicionário.)"
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Análise: Se alguém tiver a crueldade de aprisionar um pássaro em gaiola, saiba que ele não estará, sem dúvida alguma, no "habitat natural". Estará, sim, no "habitat artificial".
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4 - "Prefeitura Municipal. (No Brasil, só existe prefeitura nos municípios.Aliás,ainda bem!)"
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Análise: esta já foi solucionada também: as universidades têm prefeituras. Portanto, "prefeitura municipal" não é, nunca foi e nem será redundância.
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5 - "Conviver junto. (É possível conviver separadamente?)"
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Análise: "Conviver" não tem apenas o sentido de presença física. Se assim o fosse, "conviver em sociedade" seria, no mínimo, grotesco: como seria possível reunir tantas pessoas ao mesmo tempo? "Conviver junto", aí, sim, é conviver em presença física. Convivo junto com os meus filhos, com a minha esposa, com os meus alunos na sala de aula. Infelizmente, convivo com o presidente Lula, somos do mesmo país. Felizmente, não "convivo junto". Granja do Torto, nem no sonho...
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6 - "Sua autobiografia. (Se é autobiografia, já é sua.)"
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Análise: Esta é mole: Vejam esta pergunta: "Esta autobiografia é sua ou de seu irmão?". Ou seja: contextualizem-na, por gentileza!
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7 - "Sorriso nos lábios. (Já viu sorriso no umbigo?)"
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Análise: Por acaso, Machado de Assis faz ou não faz as personagens sorrirem com os olhos? Ou será que os "Olhos de Ressaca", de Capitu, eram, na verdade, a boca? Continuemos...
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8 - "Países do mundo. (E de onde mais podem ser os países?)"
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Análise: Meus queridos: Há ou não diferença entre, por exemplo, "países do mundo" e " países baixos". Ou seja: o adjunto adnominal restringe o núcleo "país". Aqui, nos "país tropical", há muita e muita coisa para ser feita...
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9 - "Criar novos empregos. (Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?)"
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Análise: Novamente, o verbo "criar" é polissêmico. Significa "gerar". E não venham me dizer para substituí-lo. A expressão ganhou valor pragmático. Em Lingüística, chama-se lexia.
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10 - "General do Exército. (Só existem generais no Exército)"
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Análise: Meus caros: existem "General-de-Divisão Combatente", "General-de-Brigada Intendente". Ou seja: os dois postos podem ser preenchidos por alguém que se transforme em "general do Exército". Qual o problema? Nenhum.
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11 - "Brigadeiro da Aeronáutica. (Só existem brigadeiros na Aeronáutica.)"
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Análise: Isolar palavras e expressões para justificar determinado argumento não é muito a minha praia. Sinceramente, se eu disser "O brigadeiro da Aeronáutica argentina", já elimino qualquer possibilidade de isolamento lingüístico para a expressão "brigadeiro da Aeronáutica". Além disse, há o Brigadeiro-do-Ar. Não deixa de ser "brigadeiro da Aeronáutica".
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12 - "Almirante da Marinha. (Só existem almirantes na Marinha.)"
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Análise: Vejam: existem, por exemplo, Almirante-de-Esquadra e Contra-Almirante. Ou seja: quem ocupar um desses cargos é e sempre será almirante da Marinha. Simples..
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13 - "Exultar de alegria. (Você consegue exultar de tristeza?)"
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Análise: É claro que é póssível: ou a Língua Portuguesa aboliu as figuras de linguagem? "Minha alegria é triste". Roberto Carlos já sabia disso antes de muita gente...
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14 - Labaredas de fogo. (De que mais as labaredas poderiam ser? De água?!)
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Análise: Ledo e Ivo engano. Leiam esta afirmação: "As labaredas solares são explosões incríveis que ejetam grandes quantidades de partículas e energia eletromagnética através de um largo espectro de freqüências". Labaredas podem ser explosões. Explosões, apesar do calor, nem sempre são sinônimos de "chama". Fácil, não?!
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15 - Pequenos detalhes. (Existem grandes detalhes?)
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Análise: Existem! Quem tiver conhecimento mínimo de roteiro audiovisual sabe que close é uma coisa; superclose, outra. Um tem pequeno detalhe; outro, detalhe maior. Simples demais...
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16 - "Erário público. (O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!)"
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Análise: Por força da expressão (o uso sistemático dela prova isso), temos mais um caso de lexia. Consultem Morfossintaxe, de Flávia de Barros Carone.
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17 - "Despesas com gastos. (Despesas e gastos são sinônimos!)"
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Análise: Não são! "Gasto" se tornou objeto específico: carro, alimento, viagens etc. "Despesa" pode ser cara, barata, ou mais ou menos.
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18 - "Encarar de frente. (Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?)"
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Análise: "Encarar de frente" significa "não fugir da realidade", "ter coragem de falar com alguém", "encarar o problema sem ajuda de outrem". O que há de redundante nisso? Nada.
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19 - "Monopólio exclusivo. (Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo…)"
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Análise: Mentira! A Ambev mantém monopólio exclusivo no ramo da cervejaria. A mais próxima, Schin, não dispõe dessa exclusividade. Em compensação, na última feira agropecuária de Goiânia (a melhor do Brasil; Barretos que me desculpe!), o monopólio foi exclusivo da Nova Schin.
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20 - "Planos ou projetos para o futuro. (Você conhece alguém que faz planos para o passado? se for o Michael J. Fox no filme “De volta para o Futuro”.)"
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Análise: Conheço um monte: técnicos de futebol, por exemplo. Ao tomarem gol, planejam estratégia para o momento. Ou seja: para o presente.
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21 - "Viúva do falecido. (Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido)"
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Análise: Se a palavra "falecido" aparece, sempre será como substitutivo. Vejam este exemplo: "Lá vem a viúva do falecido...". É o mesmo se disséssemos: "Lá vem a viúva do dito-cujo", "Lá vem a viúva do famigerado". "Falecido" substitui o nome do morto. Fácil, fácil...
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22 - "Manter o mesmo time. (Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!)"

Análise: Santa Ignorância! Se substituo um jogador no intervalo, já não tenho o "mesmo time". Ou seja: não mantive o "mesmo time" no segundo tempo.
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23 - Ao telefone: “fulano não se encontra neste momento” (pq ele se perdeu?)
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Análise: Quando digo: "Meu pai se encontra ocupado lá na loja de calçados". O verbo está no presente; porém, meu pai não está de corpo presente. Quando digo: "Meu pai não se encontra neste momento", quero dizer: não se encontra neste momento aqui. A interpretação é espacial. Nada mais do que isso.
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24 - "outra alternativa"
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Análise: Uma atendente de agência de viagem me diz que há três alternativas de vôos para amanhã:
a) Curitiba
b) Brasília
c) São Paulo
Eu pergunto: não há outra alternativa? Se houver, entrará na opção "d". De onde tiraram a idéia de que "outra alternativa" é redundância? Se eu trocasse por "próxima alternativa", seria a mesma coisa...

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Sujeitos fenomenológico e sintático

Em AD, nem sempre são tênues as fronteiras entre o que é semântico e o que é gramatical. Por exemplo:
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a) Efigênia, feche a porta!
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b) Efigênia fecha a porta.
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A diferença entre as duas sentenças recai sobre a marcação do vocativo (em a) e do sujeito sintático (em b). A GT não dá conta da classificação de "Efigênia" no plano semântico. O que problematiza a noção de sujeito. Ou seja: se o primeiro critério para identificá-lo é o da concordância (se mudarmos a sentença para: "Efigênia e Vívian, fechem a porta!", perceberemos isso), conforme se vê nesse exemplo, como analisá-lo à luz da AD?! Bem: já entramos numa seara movediça. O sujeito discursivo não necessariamente é o sujeito sintático. Vejamos abaixo:
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- Ontem, Carlos almoçou em casa. Depois disso, não se viu mais o paradeiro dele.
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Claramente, o sujeito sintático é "Carlos", na primeira oração. Na segunda, é a voz discursiva do narrador. Ou seja: ele é sujeito discursivo, mesmo sem presença sintática no enunciado. À luz da AD cleitiana (é minha mesmo!), poderíamos dizer que a força ilocucionária do discurso funciona em duas instâncias:
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a) Instância fenomenológica.
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b) Instância sintática.
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Qual o valor de cada uma? Bem: a primeira preenche o espaço do ente; a segunda, do léxico. Se não, veja-se:
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a) Alguém bateu à porta (o fato foi consumado: houve instâncias fenomenológica e sintática).
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b) Ninguém bateu à porta (o fato não foi consumado; por isso, só houve preenchimento da instância sintática, ou seja, a lexical: "ninguém").
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A par dessas informações, em "Há pessoas", temos dois sujeitos:
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a) O fenomenológico ("pessoas").
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b) O morfossintático (primeira pessoa do presente do indicativo do verbo "haver").
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Pela GT, "pessoas" é apenas objeto direto. Pela minha pesquisa, "pessoas" passa a sujeito fenomenológico, razão por que muita gente boa dizer/escrever: "Haviam pessoas". A concordância, como se vê, guarda relação com o sujeito fenomenológico. Se há pessoas, é porque elas existem fenomenologicamente. Daí, a troca predicaticativa: o verbo haver é, ele próprio, existir. Por isso, a concordância "haviam pessoas". Por hoje é só, pessoal. Fui.
professorcleiton@yahoo.com.br

Sábado, Dezembro 02, 2006

Filarmônica - a letra da canção

A Bailarina flutua no mar
De água doce, de sentimento,
Se pudesse queria voar
Pra ver o mar, pra ver o céu,
Pra ver o sol brilhar assim...
Filarmônica, vida única, mulher, minha paixão...
Filarmônica, vida híbrida, mulher (sonho e canção)
Eu sei que o amor só quer levar a Minha Bailarina,
Eu tenho pra mim que o sol é ruim; a lua, também!

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Especialização para profissionais do texto

Comunico a todos que a minha empresa, Instituto Universidade Educacional Brasileira, abrirá inscrições para o primeiro curso de especialização no País sobre Consultoria de Textos. Ele atende todos os profissionais que lidam diretamente com a palavra, o texto. Em especial, as áreas de Comunicação, Letras e Direito.
Provavelmente em dezembro, o edital será publicado. Na ocasião, divulgo-o também neste espaço. Para maiores informações, entrem em contato pelo meu emeio (professorcleiton@yahoo.com.br). É isso. Há braços.

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Curso de revisor

Caros amigos: estou com a terceira turma do curso de revisor em Brasília. Em breve, abrirei uma turma em Goiânia. Para quem se interessar, entre em contato por emeio (professorcleiton@yahoo.com.br). Não percam esta chance de desenvolver habilidade específica sobre o ato de escrever bem. Há braços.

Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Mais uma lucidez de José Maria e Silva: leiam o que escreveu sobre o sanguinário governo Lula


LULA

Eleito pelos grotões da USP Mesmo tendo superado Fernando Collor em toda sorte de desmandos, pondo em risco o próprio Estado de Direito, o petista não conquistou a reeleição por ter enchido a barriga das massas — mas porque a universidade brasileira esvaziou a cabeça das elites
JOSÉ MARIA E SILVA
Em 2002 (segundo diziam os petis-tas), a esperança venceu o medo e Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu presidente. Em 2006 (hão de admitir os tucanos), a covardia rendeu-se à desfaçatez e Geraldo Alckmin derrotou a nação. Esquecendo-se que disputava a Presidência da República e não a Prefeitura de Pindamonhangaba, Alckmin não confrontou seu adversário com a face oculta do PT. Deixou de exigir explicações de Lula sobre o Foro de São Paulo (órgão que liga o PT às Farc de Manuel “Tirofijo” Marulanda e Fernandinho Beira-Mar); não lembrou o Triângulo das Bermudas petista (o sumidouro de cadávares de Santo André, entre eles o de Celso Daniel, Vladimir Herzog de Lula); e evitou denunciar o totalitarismo esquerdista que dita até comportamentos (como a descriminalização do assassinato de crianças e a criminalização de simples críticas a travestis). Por que o candidato tucano deixou de fazer essas cobranças cruciais ao candidato petista, as únicas capazes de desnudar o governo mais fraudulento da história “deste país”, que ameaça o próprio Estado de Direito com a reeleição espúria de seu titular? Ou alguém tem dúvida de que Lula — comandante-mor dos petistas aloprados — não passa de um presidente de porta de cadeia, obrigado a transformar o próprio ministro da Justiça em advogado criminalista de delúbios e dirceus? Nunca é demais repetir: por muito menos, — incomparavelmente menos, — Fernando Collor foi defenestrado do Palácio do Planalto. Collor tinha apenas um PC Farias; Lula tem 40, segundo o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. No inquérito civil público em que investigou a compra de parlamentares no Congresso, o procurador chamou o PT de Lula de “organização criminosa”, empenhada em assaltar o Estado para se perpetuar no poder. A se crer no procurador que denunciou os 40 ladrões, o Brasil corre o risco de reeleger Lula e reempossar um Ali Babá.
Bibliotéca Paulo Freyre

Paulo Freyre (1921-1997): doutrinador petista santifica criminosos em livros Não estou caluniando Lula — estou humanizando-o. Lula não é Deus; logo, não está livre de pecado, como ele próprio disse que estava, ao comungar sem confessar, mesmo se afirmando católico. Um dos pilares da própria civilização (e não apenas da Constituição de 88) é o princípio de que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário. Todavia, é impossível se passar da inocência à culpa sem a inevitável suspeição — ou toda investigação policial e todo processo penal seriam arbitrários. Entre a inocência e a culpa, há que haver o indício, caso contrário, jamais haveria motivo para processar quem quer que fosse e seria preciso extinguir o Poder Judiciário. Em outras palavras, toda pessoa é inocente até que se mostre suspeita. A partir da suspeita — fundamentada em indícios, claro — , ela não pode mais ser considerada inocente (como querem os juristas brasileiros), sob pena de se conspurcar o próprio conceito de inocência. A suspeita, senhores juristas, é um elemento essencial do Estado de Direito, como sabem os países civilizados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o não-culpado não é sinônimo de inocente — é apenas um suspeito sobre o qual não se encontraram provas do crime. Ou, por acaso, o fato de nunca ter sido alcançado pela lei faria do nazista Joseph Mengele uma Madre Tereza de Calcutá? Infelizmente, “neste país” faria, sim; sobretudo, agora, no governo Lula, quando a mais abjeta subversão de valores (como regalia para criminosos violentos) consolidou-se como política pública, financiada compulsoriamente pelo cidadão-vítima. A suspeita — tanto quanto a inocência e a culpa — é um dos pilares da Justiça. O que não pode é a suspeita sempre recair sobre o mordomo — como quer o presidente da República. Por isso, em nome da igualdade de classes, esquerdistas de todo o país, admiti: vosso chefe Lula é suspeito, sim! Sobram indícios de que Lula sabia de todas as falcatruas do PT e de seu governo. Desde quando Waldomiro Diniz, pessoa da absoluta confiança de José Dirceu, tentou subornar empresários do jogo, com indícios de que o dinheiro seria destinado às campanhas do PT, o processo de impedimento do presidente Lula já deveria ter sido iniciado nas instituições competentes. Naquela época, José Dirceu era chamado de “capitão do time” pelo próprio presidente, numa referência à sua condição de “primeiro-ministro” do governo. Depois, quando estourou o caso da compra de votos na Câmara dos Deputados, denunciada por Roberto Jefferson, os indícios de que o presidente sabia de tudo eram tão fortes, mas tão fortes, que, ao desprezá-los, a oposição também se tornou suspeita — de cumplicidade. Hoje, só a má-fé ou a toleima podem acreditar na inocência do presidente da República. Lula — bradam todos os indícios — é suspeito. Por que, então, o Brasil está com Lula? Por causa dos votos dos grotões — respondem os analistas políticos. Segundo eles, o Programa Bolsa-Família, sobretudo no Nordeste, foi o responsável pela vitória de Lula, que quase ocorreu no primeiro turno. Ora, se os grotões sozinhos fossem capazes de eleger um candidato, o cargo de presidente no Brasil seria vitalício. Todos os presidentes brasileiros — de Vargas a Lula, de Juscelino Kubitschek a Fernando Henrique — fizeram ou tentaram fazer populismo desbragado. Sim, Fernando Henrique fez populismo, mesmo não sendo populista como Lula. O Plano Real foi tecnicamente bem feito. Basta compará-lo com a heterodoxia tresloucada do Plano Cruzado. Mas parte do sucesso do Plano Real se deve à sua execução populista, claramente condicionada pelo calendário eleitoral, que, na época, foi programado às pressas para reeleger Fernando Henrique Cardoso.

Roseli Tardelli, da Agência Nacional de Notícias da Aids: patrulha ideológica A quase irresponsável paridade cambial do início do Plano Real provocou uma comoção popular com esse falso dólar tupiniquim, especialmente fabricado na Europa e transportado para o Brasil, num ritual publicitário. Comendo frango e tomando iogurte, com um sorriso de dentadura nova, os descamisados e pés-descalços (deserdados de Fernando I) finalmente foram ao paraíso com Fernando II. E a face literalmente mais visível do populismo de Fernando Henrique Cardoso foi a massificação dos televisores, favorecida pela Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994 — assim como a Copa do Mundo do México, em 1970, associada ao “milagre econômico” do general Emílio Garrastazu Médici, popularizou o rádio de pilha no país. Foram o Plano Real e a Copa do Mundo que transformaram o televisor numa praga urbana. No país do futebol e da telenovela, pode haver populismo maior do que infestar o país inteiro com televisores? O populismo costuma sustentar-se em dois pilares: um material e outro simbólico. Para ser popular, todo governante precisa oferecer algo de concreto ao povo, como a carteira assinada de Getúlio Vargas ou o congelamento de preços de José Sarney. Mas para fazer da popularidade um sistema, isto é, transformá-la em populismo, o governante precisa revestir-se de uma simbologia própria, que tem como característica essencial a simbiose entre indivíduo e massas, cabendo o papel do indivíduo exclusivamente ao líder. No populismo, o líder encarna a nação, dando-lhe uma dimensão simbólica: ele é a cabeça; ela, o corpo. A grande popularidade de José Sarney (que chegou a ter cidadãos falando em seu nome como fiscais do congelamento de preços) foi um fogo-fátuo. Durou só até as mercadorias começarem a sumir das prateleiras. Já a popularidade de Vargas erigiu-se como um sistema, em que ele pontificava como o “Pai dos Pobres”. É o que Lula almeja, daí o seu empenho em copiar o Programa Renda Cidadã, do governo goiano, transformado no Bolsa-Família, que se tornou a alma do fracassado Fome Zero. O programa atende a 11,1 milhões de famílias, distribuindo a cada uma delas entre 15 e 95 reais, a um custo de 8,2 bilhões de reais em 2006. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, eram atendidas 3,6 milhões de famílias a um custo de 3,6 bilhões de reais. Todavia, o impacto eleitoral de programas como esse não é apenas positivo — ele também traz contra-indicações nas urnas. Para cada família beneficiada, disposta a votar no governo Lula, sempre haverá uma família insatisfeita, achando que foi injustiçada por não participar do programa. É por causa desse efeito eleitoral negativo que todo candidato — seja de oposição como Maguito ou Alckmin, seja da situação, como Alcides ou Lula — promete ampliar os programas sociais. Programas de renda mínima (a cesta básica dos pobres) e programas de incentivo fiscal (a cesta básica dos ricos) são pilares sagrados do assistencialismo moderno — ninguém mexe. Quando a assistência social era confinada ao gabinete das primeiras-damas, fazer do assistencialismo uma política pública resultava num diferencial. O Programa de Combate à Fome, de Betinho, conferiu racionalidade econômica e dignidade cívica ao assistencialismo, obrigando prefeitos, governadores e até o presidente da República a assumirem tarefas que antes relegavam às respectivas primeiras-damas. Foi o que ocorreu no governo Maguito Vilela, em Goiás, talvez o primeiro do país a tratar a mera distribuição de alimentos como uma verdadeira política de governo. Hoje, quando governos de todos os partidos se empenham em estatizar os pobres, instituindo cotas e bolsas para todos os gostos, o Bolsa-Família de Lula já não está sozinho na disputa pelo eleitor carente. Ele enfrenta a concorrência de prefeitos e governadores de oposição.

Robert Gallo no Roda Viva: o cientista contra os inquisidores da esquerda Se houvesse oposição, claro. Porque esse é o grande segredo da esmagadora vitória do presidente Lula — ele não tem oposição. Ninguém, mesmo com muito boa vontade, é capaz de apontar qualquer diferença substancial entre o governo Fernando Henrique e o governo Lula. Não se deve esquecer que a espinha dorsal da política econômica do governo Lula é ditada por técnicos herdados do governo Fernando Henrique. A começar pelo goiano Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, que, ao deixar a presidência do Banco de Boston, elegeu-se deputado federal pelo PSDB goiano — nem chegando a assumir o cargo para assumir o Banco Central. O médico Antônio Palloci — que a oposição pefelista e tucana sustentou durante muito tempo, achando que fosse imprescindível para o país — simplesmente não fez falta. Tanto que o lugar de ministro da Fazenda continua vago — o marxista Guido Mantega é apenas uma figura decorativa. Essa percepção de que o presidente Lula apenas exerce o terceiro mandato de Fernando Henrique Cardoso não passa despercebida nem às famílias dos grotões nordestinos que recebem a bolsa-família. Do sertanejo piauiense ao metalúrgico paulista, passando pelo agricultor gaúcho e o seringueiro acreano, todos são capazes de perceber o óbvio — nada mudou no Brasil de Lula. A não ser o risco que o próprio Lula, na oposição, representava para o país e, agora, como governo, deixou de representar. A equação social é a mesma dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, Dom Pedro II e Pedro Álvares Cabral (como diria Lula) — os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres. E, para compensar essa distância que se aprofunda entre capital e trabalho, tome esmola! É bolsa disso, cota daquilo — por sinal, também herdadas do governo Fernando Henrique, que, por sua vez, as importava da ONU, a nova Internacional Socialista do mundo. O PSDB e o PFL poderiam ter apresentado uma proposta econômica alternativa à proposta do governo Lula? Teoricamente, sim, porque papel aceita tudo; concretamente, não, porque a economia está engessada. Ao contrário de outros setores em que causas e conseqüências são menos visíveis a curto prazo, na economia há um encadeamento lógico que obriga o governante a seguir determinado caminho mesmo que sua vontade fosse seguir outro. Na educação e na saúde, por exemplo, o governo Lula desfez quase tudo o que encontrou, extinguindo programas, criando outros, modificando vários. Na economia, nada disso é possível, porque o reflexo na bolsa de valores e no risco-país seria imediato. Agora, por exemplo, o presidente Lula está propondo renegociar a dívida dos Estados, pensando na sustentação política de seu próximo governo. Se o fizer, abrem-se as porteiras para os gastos, quando nenhum governo, até agora, conseguiu reduzir os gastos do Estado brasileiro, cada vez mais ávido de impostos. A única oposição possível ao governo Lula seria no campo moral. Não exatamente no combate à corrupção, em que os oposicionistas também têm telhado de vidro, mas na questão dos valores. Como toda sociedade de qualquer época, a sociedade brasileira é conservadora. Ela tolera mudanças, desde que não sejam abruptas. Só as sociedades doentes — como a sociedade francesa, que vive em coma moral desde a Revolução de 1789 — desejam transformações radicais. Por isso, a França é um país em decadência, profundamente dilacerado entre uma economia capitalista e uma mentalidade comunista, que mutuamente se trucidam, desnorteando a juventude do país, cada vez mais bárbara. Foi essa França das barricadas de Paris, construída entre a loucura e o vício, que se tornou modelo para os intelectuais brasileiros. O sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) — um dos últimos intelectuais decentes que a França produziu — afirmava que a moral dependia intrinsecamente da lógica. Aliás, ele faz essa afirmação no clássico As Formas Elementares da Vida Religiosa, livro publicado em 1912, macensurado pelo marxismo tupiniquim até 1989, quando uma editora religiosa, as Edições Paulinas, o resgatou do ostracismo, já que a USP e as degradadas filhas da USP estavam mais preocupadas em estudar a obra dos assassinos Lenin, Mao e Stalin — como faz o doutrinador Paulo Freire, autor da Pedagogia do Oprimido, um clássico da auto-ajuda marxista travestido de ciência pedagógica. Em seu livro, Durkheim sustenta: “Para poder subsistir, [a sociedade] não tem apenas necessidade de suficiente conformismo moral; há um mínimo de conformismo lógico que ela também já não pode dispensar”.

Fernando Henrique Cardoso: políticas petistas do ex-presidente elegeram Lula Em minha dissertação de mestrado sobre violência nas escolas (em que tive de enfrentar o lixo ideológico produzido pela USP e suas pupilas), traduzi com o seguinte exemplo essa máxima durkheimiana: “A moral — como asseveram Durkheim e Piaget — não pode prescindir da lógica. Se um pai ralha com o filho que puxa o rabo do gato apenas pelo prazer de vê-lo miar de dor, necessariamente tem de ralhar com a filha que puxa as orelhas do cão apenas para vê-lo ganir. Sem um mínimo de raciocínio lógico capaz de estabelecer uma analogia entre filho/filha, gato/cão, rabo/orelha/dor, o pai será, necessariamente, injusto, ralhando com um e deixando de ralhar com o outro”. É exatamente por falta desse mínimo de “conformismo lógico”, que a USP (por intermédio do seu Núcleo de Estudos da Violência e do Laboratório da Criança do Instituto de Psicologia) justifica o latrocínio, pedindo penas cada vez mais brandas para assassinos reincidentes, e criminaliza a palmada, tratando como bandidos os pais que apenas querem educar seus filhos. Graças a essa razão bastarda, que leva à degeneração moral, petistas aloprados conseguiram subverter a lógica mais comezinha e — mesmo presos em flagrante delito, num crime que envolve quase 2 milhões de reais — conseguiram não apenas se passar por inocentes como até mesmo culpar suas próprias vítimas. Hoje, numa subversão sem limites da lógica, da moral e do bom senso, o PSDB se tornou culpado pela produção de um dossiê que tinha como objetivo destruir a ele próprio. É como se um assassino — ao ser flagrado por policiais e repórteres imediatamente após cometer o assassinato — simplesmente colocasse a arma na mão de sua vítima, erguesse-lhe o braço caído até o ouvido ensangüentado e apertasse outra vez o gatilho. Depois, abrindo os braços, com um sorriso nos lábios, ditasse a policiais e repórteres a conclusão do inquérito e a manchete do jornal: “Viram? Foi suicídio”. Quando a elite intelectual de um país abandona a razão, ela condena todo o povo a abandonar a moral. É o que vem ocorrendo no Brasil. Mesmo tendo superado Fernando Collor em toda sorte de desmandos, pondo em risco o próprio Estado de Direito, o presidente Lula não conquistou a reeleição por ter enchido a barriga das massas — mas porque a universidade brasileira esvaziou a cabeça das elites. Lula não está sendo reeleito pelos áridos grotões do Nordeste, onde habita um povo injustamente sofrido, mas pelos grotões mentais da USP e suas congêneres — onde homiziam-se estelionatários morais, especialistas em distorcer a ciência para melhor subverter os costumes. Um dos exemplos sintomáticos da subversão de valores protagonizada pelos intelectuais brasileiros é, sem dúvida, o Programa Nacional de Combate à Aids do Ministério da Saúde. Reiteradas vezes escrevi que ele não passa de um instrumento da barbárie gay, pautando-se muito mais pela ideologia marxista do que pelos fatos científicos. Mas confesso que ainda esperava algum escrúpulo desses intelectuais de esquerda, que, afinal, são doutores, com um currículo a zelar. E, no caso, lidam com vida e morte, que não são constructos para deleite intelectual, mas fatos da condição humana. Todavia, a entrevista do cientista norte-americano Robert Gallo ao programa Roda Viva, da TV Cultura (levada ao ar em 9 de outubro último), desvaneceu qualquer esperança de que os graves problemas brasileiros possam ter conserto mesmo a médio prazo. O programa ( que reuniou a nata dos especialistas em Aids do país) simplesmente revela que o Brasil perdeu a cabeça e merece o presidente obtuso que tem. O norte-americano Robert Gallo, 69 anos, é diretor do Instituto de Virologia Humana da Divisão de Ciência Básica do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Co-descobridor do vírus da Aids, juntamente com o francês Luc Montagnier, 74 anos, Gallo pensou que fora convidado para falar de ciência e Aids, mas seus entrevistadores insistiram em questioná-lo sobre política e Bush, com exceção do neurovirologista mexicano Roberto Trujillo. Um exemplo foi a intervenção do infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, que participou com uma intervenção gravada. Considerado uma das maiores autoridades do país no tratamento da Aids, Rosenthal afirmou que a pesquisa sobre Aids progrediu graças a verbas de países do Terceiro Mundo e de universidades e fundações. Segundo ele, a indústria farmacêutica desenvolve medicamentos com essas verbas públicas e filantrópicas, mas se recusa a baixar os preços dos remédios para países do Terceiro Mundo. Por fim, quis saber o que Robert Gallo achava da peça de ficção que apresentou como fato científico.

Marilena Chauí, pensatriz: ela prefere ser um panfleto ambulante petista Ao contrário dos intelectuais brasileiros que temem a franqueza, o cientista norte-americano não mediu palavras para responder ao infectologista Caio Rosenthal. Gallo foi incisivo: “Para começar, não concordo com as suas premissas. A indústria farmacêutica, que eu saiba, reduziu bastante os preços para a África. (...) Precisamos nos ater aos fatos, não às críticas feitas por aí”. Depois, ensinou a Caio Rosenthal que recursos para pesquisa científica nada têm a ver com verbas para programas sociais (pois vêm de fontes diferentes de financiamento) e lembrou que Bill Gattes destinou uma “verba impressionante” para o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids, exigindo que as indústrias envolvidas abdicassem de lucro. O dono da Microsoft doou 287 milhões de dólares para uma rede internacional de 165 pesquisadores, com o objetivo de desenvolver uma vacina contra o HIV, numa prova de que um capitalista não é necessariamente um lobo. Pacientemente, como se faz com menino de jardim da infância, Gallo ensinou a Rosenthal que a indústria farmacêutica “não é um monstro” e até participa, freqüentemente, da pesquisa básica. Ocorre que Caio Rosenthal é um cientista brasileiro e não dá importância a esse negócio de “fato”. Tudo indica que, para ele, Aids não é doença, mas ideologia. Talvez, no seu consultório, na relação médico-paciente, Rosenthal seja mesmo um infectologista, que honra o reconhecimento de que desfruta, mas suas intervenções públicas não são as de um cientista e, sim, as de um charlatão. Em outubro do ano passado, Rosenthal assinou o “manifesto de intelectuais” contra a cassação do deputado petista José Dirceu. Até aí, tudo bem. O cidadão Caio Rosenthal tem todo direito de se comportar como presidente de grêmio livre. Grave é quando o cientista Caio Rosenthal trata a própria Aids como ideólogo e não como pesquisador. Em abril deste ano, o procurador Tranvanvan Feitosa, do Ministério Público Federal no Piauí, ajuizou uma ação pedindo o fim do veto à doação de sangue por parte de homossexuais — norma estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a partir de consensos científicos produzidos pelas autoridades de saúde. Em reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 20 de abril de 2006, o infectologista Caio Rosenthal comentou o assunto, afirmando que ser homossexual não significa maior risco de contaminação: “O conceito de grupos de risco é ultrapassado. Atualmente, as novas incidências do HIV acontecem mais entre heterossexuais e mulheres. Então eles também deveriam ser rejeitados para doação?” Ora, não é à toa que Caio Rosenthal foi chamado de mentiroso por Robert Gallo no Roda Viva, ao dizer que a indústria farmacêutica não baixou os preços dos medicamentos contra Aids. De fato, Caio Rosenthal mente ao dizer que a contaminação pelo HIV é maior entre mulheres e homens normais. (Digo normais e não heterossexuais, porque não tenho compromisso com a novilíngua esquerdista, mas com o bom senso.) Rosenthal mente com um cinismo espantoso e deveria ser punido com base no Código de Ética Médica. O que se pode esperar de um país em que uma autoridade de saúde não hesita em brincar com dados sobre uma doença letal como Aids? Todas as pesquisas científicas no mundo atestam que os homossexuais continuam sendo os grupos humanos com maior incidência de contágio pelo vírus HIV. Nos Estados Unidos, de acordo com dados oficiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os homossexuais foram responsáveis por 70 por cento de todos os casos de incidência de HIV e Aids notificados em 2004, mesmo representando apenas entre 5 e 7 por cento dos homens adultos e adolescentes do país. No Brasil, os dados só parecem dizer o contrário porque são manipulados impunemente para favorecer o movimento gay. Repito: desde o governo Fernando Henrique Cardoso, sobretudo a partir da gestão do economista José Serra, o Ministério da Saúde comporta-se como garoto-propaganda do movimento gay e manipula dados estatísticos para fazer de conta que os homossexuais deixaram de ser os alvos de maior incidência da Aids e da contaminação pelo HIV. Num país em que até médicos conceituados como Caio Rosenthal não hesitam em manipular dados em defesa da causa gay, o que se pode esperar de uma simples jornalista como Roseli Tardelli, diretora-responsável da Agência de Notícias da Aids, uma das incontáveis entidades sanguessugas que parasitam o vírus HIV? Bem, só se pode esperar aquele fanatismo esquerdista dos filhotes-de-chauí (crias mentais das Marilenas), como o que fica explícito numa das perguntas que joranalista Roseli Tardelli fez ao cientista Robert Gallo no Roda Viva: “A cada minuto, uma criança morre com Aids no mundo. Será que a Aids não está no mundo para mudar um pouco esta lógica do sistema capitalista, inclusive a lógica das patentes que o senhor sutilmente acaba defendendo?” Pelas barbas de São Marx! O HIV é o Vírus Redentor da Religião Gay, anunciando a Nova Era socialista. Homens e mulheres heterossexuais “deste país”: aproveitai para viver seus últimos dias de normalidade sexual! No próximo governo Lula, a “homofobia” não será apenas crime, mas pecado mortal — e estareis condenados ao fogo do inferno, entre choro e ranger de dentes.

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

O resultado final

Enfim, o final do embate político. Sinceramente, só não fiquei mais triste, porque Alcides Rodrigues ganhou as eleições em Goiás. As nossas vidas são mais afetadas diretamente pelo governador. Daí, não me importar muito com a vitória do Lula. Para quem detém a máquina federal nas mãos (o PT é superescolado nisso), a confirmação do segundo mandato, ontem, foi o óbvio ululante.
Sei que serão quatro anos difíceis. Mas, para quem sempre lidou com dificuldades, não vejo problema nisso. Estou a um passso de fundar um dos maiores e mais bem-sucedidos movimentos políticos dos últimos anos: a Esquerda Liberal. Eu e meu amigo Sidney estamos em fase de conclusão do texto que irá nortear todas as linhas ideológicas dessa nova guinada na política brasileira.
A Esquerda Liberal é mais do que um simples movimento político. Ela é, em essência, um modelo governamental. Apontamos todos os problemas cruciais brasileiros e propomos saídas inteligentes para o caos por que passa o País em áreas estratégicas, como saúde, segurança pública, tecnologia e educação.
Portanto, meus queridos leitores, dêem-me mais um tempinho. Se quiserem construir algo sólido, confiável e eficaz, aguardem a Esquerda Liberal. Ela existe. Há braços.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

A Esquerda Liberal

Custou-me muito aprender a lidar com as falcatruas da esquerda marxista. Não é de hoje que venho conhecendo-a por dentro. Militei por alguns anos (ou, em outras palavras: cooptei muitas almas puras para o rebanho petista!).
Agora, depois de muitas discussões com o meu amigo Sidney, cheguei a uma definição mais ideal de movimento político: a Esquerda Liberal. Já estamos discutindo um manifesto, para que todos tenham acesso ao mais novo modelo de sociedade. É aguardar e viver. Mantê-los-ei informados. Há braços.

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Renato Manfredini Júnior (1960-1996)

A morte de Renato Russo e os meus 10 anos de Jornalismo


“É tão estranho / Os bons morrem jovens / Assim parece ser / Quando me lembro de você/ Que acabou indo embora cedo demais...” (Renato Russo)

Bem no ano em que ingressei no Jornalismo (1996), Renato Russo partiu desta para melhor. Comecei no jornal Ponto de Vista como resenhador de livros de literatura indicados para o vestibular da UFG.
Depois que o Fleurymar (evoé, meu amigo!) contratou o editor Pinheiro Salles, tudo mudou. Tive de fazer reportagens sobre cultura, com convencimento de jornalista profissional. Ocorre que, naquele ano, eu cursava o 3º ano de Letras na UFG. Não vinha, como muitos, do curso de Jornalismo. Minha experiência se limitava à leitura sistemática de jornais e revistas. E de livros sobre Jornalismo (Linguagem jornalística, de Nilson Lage, por exemplo).
Confesso que minha escrita era muito irregular, porque na faculdade não se escreve com regularidade. Meus professores não eram um bom exemplo a se seguir. Minto: tive dois (Laércio e Vítor Hugo) que me ensinaram que o professor de Português, para justificar esse ofício, tem de saber ler e escrever bem.
Mas, para a minha sorte ou para o meu azar, Pinheiro Salles (apesar de seu esquerdismo exacerbado) me ensinou a ser enxuto, seco, diretivo na redação. Foi aí que afiei a minha veia prosaica. A minha precisão vocabular. A minha ironia.
Dou a mão à palmatória: em 1996, eu era, de cor e salteado, um boboca a serviço da esquerda (leiam as minhas 10 lições práticas sobre esse assunto a dois textos abaixo). Em momentos de descontração, Pinheiro e eu compusemos duas canções. Letra, dele; música, minha.
Antes, porém, desse episódio, escrevi uma crônica sobre a morte de Renato Russo no dia 11 de outubro daquela primavera funesta de 1996. Fiquei feliz, pois, para um iniciante, o texto correspondeu à expectativa. Hoje, lendo-o, faria muito melhor. Afinal, 10 anos separam-nos daquela homenagem.
A epígrafe continua a mesma. Retrata, com precisão, o sentimento que me abateu, quando soube da morte de meu ídolo musical. Aprendi a tocar violão ouvindo Legião Urbana. Tocando, toscamente, Tempo Perdido. Que pena que a tempestade que chega não é da cor daqueles olhos castanhos. A tempestade é vermelha, e tem nome e sobrenome: Lula e PT.
Renato Russo, tenho plena convicção disso, não se compactuaria com dossiês, mensalões, a exemplo de músicos como Wagner Tiso e Zeca Pagodinho, tão benevolentes que são com o governo corrupto de Luís Inácio Lula da Silva.
Para mim, rememorar ainda é uma incógnita. Sei que é bom viver a vida da melhor maneira. Tenho muita saudade das melodias de Renato Russo. Da minha entrada no Jornalismo. E, melhor do que isso, do meu processo de desidiotização durante esses 10 anos que me separam da morte do líder da Legião e do meu primeiro contato com o mundo porra-louca do Jornalismo.
Por isso, dedico este texto aos meus alunos do 1º ano de Jornalismo da UFG de 2003 (no final deste ano, muitos se formarão), e a todos aqueles jovens jornalistas que não confundem os homófonos incipiente/insipiente como sinônimos. Se bem que são raríssimos esses jovens. Dedico também ao exímio jornalista do Opção, José Maria e Silva, um exemplo de Jornalismo crítico e decente, que me ensinou a duvidar da esquerda. E, por último, ao meu primeiro editor Pinheiro Salles com todos os seus efes e erres. Há braços. Estou indo de volta pra casa...

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Mais uma lei hedionda

Não ficarei omisso quanto à nova lei que entrou em vigor ontem: a dos usuários de drogas. Estou escrevendo o que penso sobre isso. Vocês verão que, mais uma vez, a esquerda conseguiu massacrar o direito à vida, descriminalizando o usuário, que é, em essência, co-autor dos crimes praticados por traficantes de drogas. Amanhã, publico o texto. Há braços.

Sábado, Outubro 07, 2006

A primeira pesquisa e o primeiro debate

Ontem, o Datafolha divulgou a primeira pesquisa de intenção de votos para presidente da República. Não houve novidade. Teoricamente, a diferença entre Alckmin e Lula se mantém na casa dos 7 pontos percentuais.
Como ocorreu no primeiro turno, espera-se que, depois do horário político gratuito na TV e no rádio, o tucano abra vantagem sobre o pseudopresidente Lula. É bom não se esquecer de que a Band realiza amanhã, às 20 horas, um debate em que estarão frente a frente as duas vertentes que pretendem governar o Brasil pelos próximos quatro anos.
Torço para que Alckmin destrua o sapo barbudo antes mesmo do debate que a Globo promoverá às vésperas da eleição. Afinal de contas, o Lulinha é muito ruim de argumento, principalmente porque finge não ouvir nada, não ver nada, não desconfiar de nada. Mentira tem pernas curtas. A do pseudopresidente virá à tona neste segundo turno. Evoé. Há braços.
P.S.: não deixem de ver o debate.

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

As 10 maneiras mais fáceis de se tornar um idiota a serviço da esquerda


1- Declare-se revolucionário, citando Karl Marx, mesmo sem ter lido uma linha sequer de O Capital, ou mesmo do pseudopanfletário Movimento Comunista (a farsa de Marx e Engels);

2- Filie-se ou ao PT, ou ao PC do B, ou ao PSTU, ou ao PCB, ou ao Psol. Dedique grande parte de seu tempo diário às balelas dos líderes desses partidos;

3 – Insista na idéia hedionda, segundo a qual a bandidagem é fruto das desigualdades sociais, típicas de países capitalistas, selvagens, subdesenvolvidos (a burguesia é sempre culpada);

4 – Defenda o Estatuto da Criança e do Adolescente, sem se dar conta de que ele é a chave principal da porta que se abre para o incentivo aos crimes praticados por bandidos-mirins;

5 – Leia todos os textos de Leonardo Boff, Frei Beto, Marilena Chauí, Emir Sader e Paulo Freire (orgulhe-se desse raro privilégio diante de seus professores de História, Geografia, Filosofia, Português e Ciências Sociais);

6 – Acuse a burguesia dos crimes que você próprio irá cometer em nome da Revolução (lembre-se, sempre, da máxima de Lênin: "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”);

7 – Atribua aos Estados Unidos todos os pecados venais dos países da América Latina (detalhe: não se esqueça de que o seu ídolo contemporâneo é Hugo Chavéz, o maior boboca da história sulamericana);

8 – Jamais desconfie do Foro de São Paulo, e da ligação dos partidos de esquerda com ele; tampouco, não veja ligação das Farc com o PT, com o PC do B, com o PCC;

9- Nunca se deixe levar pela idéia equivocada de que a cúpula dos partidos de esquerda nada tem que ver com a roubalheira que tomou de assalto todas as instituições ideológicas do Estado de 2003 para cá;

10- Por fim, atenda ao chamado urgente dos líderes esquerdistas, quando eles disserem: “Vamos botar a militância na rua”, “Vamos liberar a militância para votar em quem quiser no segundo turno” (não se esqueça de que o PT, em Goiás, estará ao lado de Íris e Maguito).

Essas são, em resumo, dicas valiosas para que você se sinta orgulhoso de ser um idiota revolucionário. Siga, à risca, todos esses procedimentos. Não se preocupe com o que vão dizer os seus colegas: eles serão os primeiros a colocarem uma bola vermelha bem na ponta do seu nariz. Há braços.

P.S.: É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.
professorcleiton@yahoo.com.br

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Amanhã será um lindo dia...

Queridos e amados leitores: aguardem, para amanhã, um texto que está quase pronto sobre o perigo que é apoiar o governo criminoso de Lula. Vou enumerar dez lições que transformam um cidadão de bem em idiota da esquerda, em cego político, em burro-de-cargas. A famosa expressão "massa de manobra" serve, como um brinco, na orelha de todos os militantes do PT e do PC do B. Aguardem! Dias melhores virão. Há braços.

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Um novo tempo vem aí!

Cumprimos o nosso dever cívico: levamos a eleição para o segundo turno. Agora, depois de passadas as intempéries, é o momento de refletirmos sobre as estratégias e aplicá-las ao embate político.
Lula vai amargar a pior derrota de sua vida. Nós, as pessoas de bem, iremos nos livrar de um governo autoritário, canalha, cuja cúpula partidária está toda envolvida com o crime organizado.
Não se espantem com os ataques que o PCC comandará em São Paulo nos próximos dias. A ordem partirá de membros da coordenação de campanha de Lula. E, como sempre, ele negará e afastará todos os envolvidos (cretinice é marca registrada do sapo barbudo). Mas, fico feliz, porque a cúpula petista só não é mais burra por falta de espaço. É isso. Há braços.